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Manchete: "Estresse Infantil"

segunda-feira, 26 de março de 2012

Postagem livre para todos os públicos(leitores).

Estresse Infantil
Fonte: Revista "Isto É"




Agenda cheia, reprovação dos pais, conflitos na escola... Pesquisas na área de neurociência e comportamento mostram como a exposição a fatores estressantes pode comprometer o desenvolvimento das crianças e o que fazer para combater esse mal e evitar danos futuros.
Mal que não tem idade
Ainda na barriga da mãe, do bebê já pode estar lidando com a sobrecarga do hormônio do estresse.
Durante a gestação.
Fatores que estressam: Estresse materno, subnutrição ou violência contra a mãe.
0 a 6 meses.
Fatores que estressam: Em toda a vida, essa é a fase em que mais estamos expostos ao estresse. É quando o bebê descobre que precisa chorar para ter suas demandas atendidas, e quando o bebê aprende a respirar e se alimentar.
6 meses a 5 anos.
Fatores que estressam: Ir à escola pela primeira vez, começar a ir ao banheiro sozinho, ter de dividir os brinquedos com amigos ou irmãos, aprender a ouvir ou não ouvir.
6 a 10 anos.
Fatores que estressam: Aumento das regras que regem a vida(a entrada do ensino fundamental começa a exigir mais disciplina da criança), bullying entre colegas, aumento das responsabilidades.
11 a 13 anos.
Fatores que estressam: Mudanças no corpo causadas pela puberdade, início das pressões originadas pelo grupo, questões de poder entre os colegas (quem é o líder do grupo, quem obedece).
14 a 18 anos.
Fatores que estressam: Aprovações das ações feitas pelo grupo, busca de identidade profissional, início da preparação para o vestibular, maior cobrança por disciplina na escola.

Natação, inglês, equitação, tênis, futebol. É cada vez mais comum encontrar crianças que mal saíam da pré-escola e já cumprem agendas de "mini-executivo", com compromissos que se estendem ao longo do dia. A interação dos pais ao submeter os filhos a essas rotinas é torná-los adultos super-preparados para o competitivo do mundo moderno. Porém, o preço para pagar por esse esforço pode ser alto. Ainda pequenas, essas crianças passam a apresentar um problema de adultos: o estresse. "É uma troca que não vale a pena", afirma o psicoterapeuta João Figueiró, um dos fundadores do Instituto "Zero a Seis", instituição especializada na atenção à primeira infância. "Frequentemente essa rotina impõe à criança um sentimento de incompetência, pois lhe são atribuídas tarefas para as quais ela não está neurologicamente capacitada." Como uma bomba-relógio prestes a explodir, o estresse infantil tem ganhado status de problema de saúde pública. Nos Estados Unidos, por exemplo, a Academia Americana de Pediatria publicou, em dezembro, novas diretrizes para ajudar os médicos a identificar e tratar esse mal. O risco dessa exposição, alertam os cientistas, são danos que vão bem além da infância, como a propensão à doenças coronarianas, diabetes, uso de drogas e depressão.
Dos poucos estudos brasileiros sobre estresse infantil, se destaca um levantamento realizado pela pesquisadora Ana Maria Rossi, presidente da "International Stress Management Association" no Brasil (Isma-BR). A pesquisa, feita com 220 crianças entre 7 e 12 anos nas cidades de Porto Alegre e São Paulo, revelou que oito a cada dez casos em que os pais buscam a ajuda profissional para seus filhos por causa de alterações de comportamento têm sua origem no estresse. "O estresse é uma reação natural do nosso corpo, o problema é esse estímulo  atingir níveis muitos altos ou se prolongar por longos períodos", diz Ana Maria.
Para ajudar pais e profissionais de saúde a identificar quando há risco, cientistas do Centro de Desenvolvimento da Criança da Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, propuseram uma divisão: o estresse positivo, aquele em que há pouca elevação dos hormônios e por pouco tempo; o estresse tolerável, caracterizado pela reação temporária e que pode ser contornada quando a criança recebe ajuda; e o estresse tóxico, o que deve ser combatido, ligado à estimulação prolongada do organismo, sem que a criança tenha alguém que a ajude a lidar com essa situação. "A origem pode estar em episódios corriqueiros que gerem frustração ou aflição frequentemente, como brigas na escola ou com familiares, ou em situações únicas, mas com um impacto muito grande; como a morte inesperada de alguém próximo, abuso sexual ou acidente", esclarece Christian Kristensen, coordenador do programa de pós graduação em psicologia da "Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul" (PUC-RS). Quando exposto a quantidade muito grandes dos hormônios do estresse, o organismo sofre uma espécie de intoxicação. A imunidade diminui, deixando a pessoa mais exposta a infecções, há uma interferência nos hormônios do crescimento e até mesmo o amadurecimento de partes essenciais do cérebro, como o córtex pré-frontal, é afetado. "Essa região é responsável pelo controle das funções cognitivas, como a capacidade de moderar a impulsividade e a tomada de decisões", explica o neurocientista Antônio Pereira, do "Instituto do Cérebro da Universidade Federal do Rio Grande do Norte".
Mas o que tem tirado as crianças do eixo tão prematuramente? No estudo realizado pelo Isma-BR, em primeiro lugar aparecem a crítica e desaprovação dos pais, seguidas pelo excesso de atividades, o bullying e os conflitos familiares. Esse último fator mereceu atenção especial em uma pesquisa realizada na Universidade de Rochester, nos Estados Unidos. E o resultado comprovou uma suspeita antiga. "Em nosso estudo demonstramos que o ambiente estressante está associado à ocorrências mais frequentes de doenças nas crianças", disse à "ISTOÉ" a pediatra Mary Caserta, coordenadora do trabalho, que envolveu cento e sessenta e nove crianças entre 5 e 10 anos. Muitas vezes os pais nem desconfiam que a enfermidade do filho pode ter raízes no estresse.

O risco do estresse na infância: Como os hormônios do estresse afetam o cérebro de crianças e adolescentes
O estresse ativa o eixo hipotálamo-pituitária-adrenal. O hipotálamo regula o sono, o apetite e, por meio da corticotropina (CRH), desencadeia o estresse. O CRH age sobre a glândula pituitária, liberando o hormônio adrenocorticotrófico na circulação sanguínea.(adrenocorticotrófico: ACTH).
O ACTH, por sua vez, ativa as glândulas adrenais, liberando os hormônios glucocorticoides no sangue. Em excesso, o ACTH impede o amadurecimento do córtex pré-frontal, região do cérebro responsável pelas funções cognitivas, como o controle da impulsividade e a tomada de decisões. É observada também uma hiperatividade do sistema límbico, área que cuida da memória afetiva e que é acionada quando sentimos medo e outras sensações. Crianças expostas a longos períodos de estresse também apresentam níveis de serotonina mais baixos na idade adulta, o que leva à maior propensão à ansiedade e à depressão. Em adolescentes expostos a níveis altos de estresse, há uma redução substancial do volume do córtex frontal e do córtex do cíngulo anterior, prejudicando as funções executivas, a tomada de decisões e a emoção.


"É tão ruim quando os pais não percebem que eles acabam por optar em medicar a criança, resultando em uma medicação de modo errado.", diz Marilda Lipp, diretora do Centro Psicológico de Controle do Stress e professora da PUC-Campinas. Encontrar reações físicas intensas, mas sem nenhuma doença de fundo, não é novidade para os médicos. "Cefaleias e dores abdominais causadas por estresse são as queixas mais comuns", diz Ricardo Halpern, presidente do departamento de comportamento e desenvolvimento da "Sociedade Brasileira de Pediatria".
Outro perfil que se tornou comum nos consultórios é o da criança estressada pela superproteção dos pais. São os "pequenos reis mandões", como apelidou a psicopedagoga Edith Rubinstein. "Esses meninos e meninas têm a voz dentro de casa e dificuldade de lidar com o esforço", diz a especialista. Não deixar a criança aprender a contornar situações dificieis é extremamente prejudicial. Isso porque uma característica importante para evitar os quadros de estresse tóxico é justamente a resiliência - a capacidade de a pessoa de adaptar e sair de situações adversas. "Quando a criança é sempre tirada pelos pais do apuro, ela não desenvolve essa habilidade e se torna mais suscetível ao estresse", diz a psicanalista infantil Ana Olmos.
Com a evolução científica, o que se tem constatado é que não só no comportamento as reações ao estresse são distintas. Estudando um grupo de duzentas e dez crianças de 2 anos, pesquisadores da Universidade de Rochester, nos Estados Unidos, notaram que comportamentos diferentes estão associados a níveis distintos de cortisol no sangue. Os pequenos voluntários foram divididos em dois grupos: as "pombas" (crianças cautelosas e dóceis) ou os "falcões" (atrevidas e assertivas). Enquanto as "pombas" apresentavam uma elevação abrupta na quantidade de cortisol circulando na corrente sanguínea quando expostas a situações estressantes; Nos "Falcões"  a concentração desse hormônio permanecia praticamente inalterada. E isso trazia consequências diversas para os dois grupos:"pombas" demonstraram mais chances de desenvolver depressão e ansiedade. Já os "falcões" estavam mais suscetíveis a comportamento de risco, hiperatividade e déficit de atenção. "É importante reconhecer essas diferenças para intervir", disse à "ISTOÉ" Melissa Sturge-Apple, coautora da pesquisa.
Tensão de adultos
Oito em cada dez crianças que buscam a ajuda profissional têm sintomas de estresse. Nesses meninos e meninas, os sintomas físicos e emocionais percebidos pelos pais são oriundos da somatização de problemas, e não de doenças.
O que mais estressa crianças
1º: Críticas e desaprovação dos pais e dos adultos.
2º: Excesso de atividade.
3º: Bullying.


O que mais estressa adolescentes

1º: Relacionamentos e aceitação social por parte dos amigos e da família.
2º: Questões envolvendo a sexualidade.
3º: Sobrecarga emocional.


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Espero que tenham gostado desse pedaço de reportagem da revista "Isto É". Ainda há duas páginas de texto e explicação, mas se eu publicar tudo será como se eu tivesse publicado a revista aqui, mas em compensação eu irei colocar o teste "Está tudo certo com meu filho?", que também serve como "Está tudo certo comigo?".
Está tudo certo com meu filho?
O Teste abaixo ajuda a definir se as tensões do dia a dia estão afetando a criança de um modo negativo. Marque a alternativa número 1 se a resposta for "raramente", marque 2 se a resposta for "às vezes" e marque 3 para a resposta "frequentemente".

1- Ele ou ela isola-se das pessoas? 1 2 3
2- Ele ou ela fica impaciente quando precisa esperar algo ou alguém? 1 2 3
3- Quando ouve "não", fica muito zangado ou zangada? 1 2 3
4- Ele ou ela chora sem motivo? 1 2 3
5- Ele ou ela demonstra comportamento agressivo? 1 2 3
6- Ele ou ela foca a atenção em situações negativas? 1 2 3
7- Ele ou ela tem o sono agitado ou insônia? 1 2 3
8- Ele ou ela reclama de dor de cabeça ou dor de barriga? 1 2 3
9- Ele ou ela come demais ou não tem apetite? 1 2 3  
10- Ele ou ela sente dificuldade para se concentrar? 1 2 3   
Agora conte seus pontos. Se você tiver...:

Acima de 20 pontos: Pare! Avalie a rotina da criança e pergunte sobre como ela se sente realizando suas tarefas e interagindo com as pessoas em casa e na escola. Planeje, junto com ela, algumas mudanças. Caso a situação não melhore após essas medidas, procure um profissional.
De 12 a 20 pontos: Cuidado! Observe as reações da criança diante de situações estressantes e converse com ela a respeito de suas reações. Ofereça sugestões de como ela pode reagir.
Até 11 pontos: Parabéns! A criança está se adaptando às pressões do seu cotidiano. É um sinal de que há equilíbrio entre suas competências e suas responsabilidades!
Teste desenvolvido por Ana Maria Rossi, presidente da Isma-BR
"Estresse Infantil" é reportagem da revista "Isto É", com todos os direitos reservados. 

1 comentários:

Anônimo disse...

ol adalana esta muito bom leonardo janiel

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